NA GRAVIDEZ, A PRESSÃO DA DENISE SUBIU...

Denise Gewehr de Andrade sempre conviveu com crianças. Professora de maternal e berçário, ela decidiu que havia chegado a hora de ter o seu próprio bebê. Planejou-se, começou a fazer exercícios físicos e a tomar ácido fólico. Ao descobrir a gravidez ficou muito feliz e toda quinta-feira, quando fechava mais uma semana de gestação, procurava ler tudo sobre o desenvolvimento de sua filha, a Luísa. Era como uma festa de aniversário semanal, uma contagem regressiva para a tão esperada quadragésima semana, que marcaria o dia da chegada, o fim da espera de nove meses e também o início de uma experiência tão sonhada.

Mas foi no início da trigésima terceira semana que Denise foi pega de surpresa por uma súbita alta da pressão arterial e, seguindo as orientações de sua obstetra, se dirigiu imediatamente para a Perinatal. Chegou à maternidade se sentindo muito mal e logo foi atendida. O diagnóstico não demorou: quadro grave de pré-eclâmpsia. “Eu não achava que isso fosse acontecer comigo, mas estava errada!”, conta Denise que sempre teve a pressão bem baixa, então não se preocupou em buscar informações sobre essa síndrome.

Mais dois dias de gestação seguiram com monitoramento constante, medicação e muito auxílio vindo da equipe médica e de enfermagem. A atenção da equipe foi muito importante para ela: “Fui acolhida com todo carinho pelos especialistas e isso me deu muita segurança antes e depois do parto. A estrutura da maternidade, com aparelhos de alta tecnologia e profissionais que são verdadeiros peritos também me tranquilizaram. Não precisei nem sair da UTI materna para fazer eco e eletrocardiograma e isso me mostrou que o lugar foi projetado para cuidar da saúde das mães que como eu, precisam de uma atenção especial”.

Denise lembra que, em uma das seis noites que passou na Perinatal, recebeu a visita de um médico muito atencioso. “Com muita paciência, ele me explicou tudo sobre pré-eclâmpsia, seus riscos e possíveis sequelas. Só depois descobri que era o próprio diretor da maternidade. Isso fez com que eu me sentisse única e especial”, conta a professora. Para ela, a estrutura do local e o carinho como foi tratada foram fundamentais: “As enfermeiras e as técnicas foram extremamente atenciosas. Ficamos muito fragilizadas após ter um filho e a equipe soube lidar com isso com muita sensibilidade”. Todo o afeto e segurança a ajudaram a minimizar o mal estar físico e emocional passado naqueles dias.

Luísa foi a primeira filha de Denise, nasceu no dia 8 de junho de 2014, com 1,550kg e 42 cm e precisou ficar na UTI neonatal por 22 dias até atingir 2,100kg. “A chegada de um filho é algo muito esperado por uma mulher. O medo de algo dar errado, a ansiedade e o próprio pós-parto, aliados ao fato de não estarmos tão próximas do nosso filho como desejamos, nos deixa muito sensíveis. Por todo o apoio e atendimento, só tenho a agradecer pelo carinho da equipe que me acolheu.”, finaliza Denise, hoje, mais conhecida como “a mãe da Luísa”.